Pessoal da blogosfera, estou voltando. Minha ausência se justifica pelo fato de eu ter andado sem internet. Enfim, voltei. Em breve haverá um post novo. Estou cheio de coisas para terminar, devido ao meu relatório final de pesquisa. Aguardem mais um pouco.
Posts de Março, 2007
Estou voltando pra ficar…
Março 30, 2007Recepção aos Calouros
Março 12, 2007Neste domingo dia 11 de março, foi realizado um churrasco para recepcionar os calouros do curso de história da UEM. O churrasco organizado pelos membros do centro acadêmico CANAC, foi realizado na Aduem. Além dos calouros e veteranos do curso de história, contamos também com a presença do pessoal da ciências sociais e alguns outros cursos.
Sempre fui contra a realização de churrascos em chácaras. Por isso, nunca fui em nenhum. Defendo os churrascos feitos aqui na Aduem, por ser um espaço mais democrático (não no sentido político) e de muito fácil acesso. O motivo principal de eu não gostar de churrascos em chácara é: nas chácaras o pessoal fica muito disperso e na maioria das vezes, não interagem com os veteranos. Este churrasco de domingo, foi ótimo. Simplesmente excelente. O pessoal do CA está de parabéns pela organização. Teve música, cerveja, refrigerante, televisão para acompanhar o clássico SãoSan e muita conversa fiada.
Calouros 2007, sejam bem vindos mais uma vez.
Dia Internacional da Mulher
Março 8, 2007Hoje é comemorado o dia internacional da mulher. Neste post, quero agradecer as mulheres por existir. Por serem meigas, por saber o que um homem de verdade gosta e além de tudo, ser mãe.
Mulher é carinhosa, dramática, glamourosa, lindas, resumindo, são mulheres. Mulheres que sem as quais, o homem viveria num estado de barbárie. A mulher sabe fazer um homem muito feliz.
Eu não sei se sobreviveria sem mulher. Uma mulher pode sobreviver sem um homem, mas um homem não sobrevive sem uma mulher. A mulher é a materialização do sentimento e do amor. A melhor maneira que encontrei para traduzir a minha opinião sobre as mulheres, encontro nessa maravilhosa canção de John Lennon. O nome da canção: Woman. Apenas Woman.
Coloco aqui a tradução, para assim os amigos blogonautas entenderem o q eu penso sobre as mulheres. Essa foi a melhor forma escrita de eu tentar me expressar, pois de outra maneira…deixa quieto…é melhor nem comentar! Não deixem de assistir o vídeo, é excelente.
MULHER
Mulher, eu quase não consigo expressar
Minhas emoções confusas na minha negligência.
Afinal de contas, estou eternamente em dívida com
você.
E, mulher, eu tentarei expressar
Meus sentimentos interiores e gratidão
Por me mostrar o significado do sucesso.
Ooh, bem, bem,
Doo, doo, doo, doo, doo.
Ooh, bem, bem,
Doo, doo, doo, doo, doo.
Mulher, eu sei que você compreende
A criancinha dentro do homem.
Por favor, lembre-se: minha vida está em suas mãos.
E, mulher, mantenha-me próximo do seu coração
Por mais que [estejamos] distantes,
não nos mantenha separados.
Afinal de contas, está escrito nas estrelas…
Ooh, bem, bem,
Doo, doo, doo, doo, doo.
Ooh, bem, bem,
Doo, doo, doo, doo, doo,
Bem…
Mulher, por favor deixe-me explicar:
Eu nunca tive intenção de te causar tristeza ou dor.
Então, deixe-me te dizer de novo e de novo e de novo:
Eu te amo, sim, sim,
Agora e eternamente.
Eu te amo, sim, sim,
Agora e eternamente.
Eu te amo, sim, sim,
Agora e eternamente.
Eu te amo, sim, sim…
Maioridade Penal
Março 5, 2007Recebi um e-mail de uma aluna de direito da Universidade Estadual de Londrina com um artigo de sua autoria sobre a maioridade penal. O título do seu artigo é: “maioridade penal: SOB O PRISMA DO EX-PROCURADOR GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ, OLYMPIO DE SÁ SOTOMAIOR NETO”. Não colocarei o artigo na íntegra por motivos óbvios, mas vou postar um trecho que me chamou bem a atenção. O nome da estudante é Aline Regina das Neves.
6 REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL
A prevenção da criminalidade, discussão muito mais significativa do que a sua repressão, é questão por demais complexa para apresentar como medida solucionadora a pura e simples redução da maioridade penal, bem como propõem alguns doutrinadores e parcela da sociedade civil que, impulsionados pela crescente quantia de jovens envolvidos em infrações penais, reivindicam a aplicação a estes de tratativas idênticas às dispensadas aos adultos infratores.
Antes de se abordar a viabilidade da redução da maioridade penal e as conseqüências daí advindas, adianta-se a impossibilidade da citada proposta. A idade em que se adquire a maioridade penal foi definida pela Constituição Federal de 1988:
Art. 228 da CF-88 – São penalmente inimputáveis os menores de 18 anos, sujeitos às normas da legislação especial.
O art. 60, §4º da Constituição elenca cláusulas pétreas, dentre as quais está a manutenção dos direitos e garantias individuais (Cláusula Vedativa de Retrocesso). Diante desse dispositivo, o poder de reforma da Constituição (Poder Constituinte Derivado) não pode alterar a idade fixada como maioridade penal.
Esclarecido esse ponto, discutem-se a própria conveniência e a eficácia (quanto ao combate/prevenção da criminalidade) da redução da maioridade penal. Seguindo a explanação do Prof. Olympio Sotomaior, não convém à sociedade a redução da maioridade penal devido à ausência de qualquer vantagem, seja ao corpo social, seja ao infrator, de se inserir os adolescentes no sistema penitenciário brasileiro.
Caso isto se desse, estar-se-ia desrespeitando a condição peculiar de pessoas em desenvolvimento, de que fala o ECA – adolescência é o momento de formação da personalidade do jovem.
Art. 6º do ECA – Na interpretação desta Lei [ECA], levar-se-ão em conta os fins sociais a que ela se dirige, as exigências do bem comum, os direitos e deveres individuais e coletivos, e a condição peculiar da criança e do adolescente como pessoas em desenvolvimento.
Bem se enquadra aqui o conceito de Justiça Distributiva de Aristóteles: “tratar os iguais como iguais e os desiguais como desiguais”.
Também se esbarraria na questão da superlotação das penitenciárias brasileiras. Com a redução da maioridade penal, haveria acréscimo do contingente a ser acolhido pelo sistema penitenciário pátrio e, conseqüentemente, um déficit ainda maior do mesmo – desproporção entre necessidade e disponibilidade de vagas. Soma-se, ainda, a lamentável e degradante realidade dos presídios nacionais, onde a violação dos direitos, em especial dos direitos da personalidade (até indiciados são sexualmente violentados), são constantes. Não é admissível que o jovem conclua seu processo de desenvolvimento e maturação em meio a esse cenário.
Portanto, há uma gama de fatores que concorrem para a convicção da total inconveniência da redução da maioridade penal, visto que, nas palavras do Prof. Sotomaior, uma vez egressos do sistema penitenciário, ainda maior seria a revolta do jovem.
PS: Excelente artigo, aliás a pessoa que o escreveu é fantástica, pois tenho o prazer de conhecê-la muito bem.
Eterna Lembrança
Março 3, 2007Se alguém me perguntar, qual foi o dia que mais marcou a minha vida, não saberei dizer certamente o de maior impacto, mas o dia 3 de março de 1996, estará entre eles. Me lembro bem, eu trabalhava na Rádio Cultura de Rolândia e tinha apenas 13 anos de idade. Naquela época, eu trabalhava no horário das 05:00 da manhã às 10:00 hrs. Cheguei na emissora por volta das 4:00, foi quando liguei a televisão pra ver se havia algo de interessante pra passar. Antes, porém, fui ao bar do seu Marcelo pegar um café, foi quando eu tive umas das piores notícias da minha vida. O seu Marcelo havia me dito que a banda que eu mais gostava, havia caído de avião e que não restavam sobreviventes, essa banda era os Mamonas Assassinas.
Voltei pra emissora muito abalado. Fiquei com os olhos grudados na tela e quando a vinheta do plantão da globo entrou no ar, meu corpo estremeceu. Meus olhos começaram a verter lágrimas. A notícia era a mesma do bar, os Mamonas Assassinas haviam sido mortos tragicamente.
Não me controlei e comecei a chorar. Eu, com apenas 13 anos, era super fã dessa maravilhosa banda. Devo minha carreira artística a eles. Quando eu os ouvi pela primeira vez, tive uma sensação comparada de quando ouvi tocar The Beatles. Não demorou muito eu já sabia cantar e imitar todas as músicas do fabuloso quinteto.
Comecei a trabalhar naquela manhã de domingo com muita tristeza em meu coração. Uma sensação de melancolia tomava conta de mim. Os 5 jovens, Dinho, Bento Hinoto, Julio Rasec, Sérgio e Samuel Reoli, encantavam todas as pessoas que os ouviam. Sua letras debochadas foi uma quebra de paradigma na produção musical brasileira.
Lembro-me que naquele dia, um domingo, eu iria almoçar na casa dos meus tios em São Martinho, quando tomei o ônibus, vi uma amiga me acenando da janela com os olhos vermelhos de lágrimas. Dissera ela pouco tempo depois, que havia entristecido, pois tinha uma lembrança minha em sua cabeça: o dia do aniversário do seu pai que eu e mais alguns amigos ficamos cantando as músicas deles para o pessoal. A data era dia 15 de dezembro de 1995. Dois anos antes, o Brasil também havia sofrido grande perda, a morte de um dos maiores ídolos do esporte, Airton Senna a Silva.
Fiquei o dia todo entristecido e quando cheguei em casa, os jornais não se falavam em outra coisa. Quando fui a escola na segunda-feira, todos da minha sala estavam acompanhando pela TV instalada no pátio, o drama do resgate dos corpos. Quase entramos em luto coletivo devido a tragédia. Todos os lugares que eu ia, me pediam para cantar suas músicas, pois eu, modéstia a parte, imitava-os perfeitamente. Devido a isso, recebi um convite de cantar numa banda e fiquei por lá uns 7 anos.
Portanto, fica aqui minha homenagem a essa fabulosa banda que embalou a adolescência de vários jovens e marcaram uma geração. Aos Mamonas Assassinas, aonde eles estiverem, vai aqui minha homenagem. Onze anos sem vocês, se passaram muito depressa e esse tempo ainda não foi – e não será – suficiente para apagá-los da nossa memória.
Mamonas Assassinas – Mundo Animal AO VIVO