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Sociedade Industrial

Maio 30, 2007

Kleber Eduardo Men 

“A grande indústria na ordem econômica, a ciência ‘positiva’ na ordem intelectual, a democracia na ordem política, são as forças-mestras que dirigem o movimento das sociedades contemporâneas.” (Paul Mantoux)

Se observarmos a composição da sociedade, desde o período primitivo aos dias de hoje, notamos que o homem sempre se fixou em regiões, de acordo com suas necessidades.  Nas tribos nômades, eles peregrinavam em busca de melhores condições, quando se esgotavam os recursos naturais de uma determinada área, migravam para outro local. Mas isso não se restringe somente aos primitivos, não obstante notamos também reflexos dessa sociedade nômade, nos dias de hoje.

Na sociedade Greco-Romana, vemos as primeiras experiências de organização urbana. As cidades Romanas e Gregas, representam até hoje, modelos de organização política, artística e de certa forma, econômica no mundo ocidental. Esse modelo, começou a ruir após várias invasões bárbaras, que culminou com a queda do Império Romano do ocidente, que tinha sua capital na cidade de Roma. Este evento, ficou sendo denominado pelo quadripartismo histórico francês, o fim da idade antiga, em 476 d.c.

Depois desse período de invasões, houve um recuo das populações e o desenvolvimento urbano fora afetado pelos bárbaros. A procura de proteção, tanto no que tange a violência física, ou mesmo a procura de como sobreviver, muitas famílias procuravam abrigo em terras que pertenciam a poucos. Com isso, o poder de alguns foram aumentando, até se tornarem grande senhores de terras, dando características ao que ficou conhecido pela historiografia como Feudalismo. A composição geográfica dessa época, eram algumas residências espalhadas num imenso território, em sua grande maioria, inexplorados. Esse imenso território, era chamado de feudo. Nesta época, as residências eram fixadas próximas às catedrais, pois o poder da igreja católica romana nessa época, foi a característica principal, do que ficou denominado idade-média.

Com a fixação das residências próximas as catedrais, vemos o que podemos chamar de renascimento urbano. Com o aumento gradativo da população, e, em conseqüencia disso de residências, pequenos povoados foram se tornando verdadeiras cidades. Foi nessa época que as atividades comerciais começaram a tornar-se fator importante. Devido a isso: grandes navegações, descobertas de novos mundos, etc. Enfim, o feudalismo deu lugar ao capitalismo.

No bojo do capitalismo veio a revolução industrial, que teve seu nascimento na Inglaterra, na segunda metade do século XVIII. De acordo com Paul Matoux, uma das principais características da revolução industrial, foi a substituição da força muscular por forças naturais ou artificiais. Não que isso não tenha sido usado em outras épocas, mas a característica principal é a instituição de um regime de trabalho, produção e a organização do espaço. Com esse fenômeno, as cidades passaram a não mais se organizarem perto das igrejas, mas sim, próximo às indústrias. Há um crescimento muito significante das cidades. Como ele mesmo afirma: “a população total da Irlanda e da Grã-Bretanha, em 1801, era de 14 milhões e meio; em 1928, atinge 48 milhões.” A grande indústria, segundo Marx, foi a geradora da questão social contemporânea, a Luta de Classes: Burgueses (possuidores dos meios de produção) versus proletariados (possuidores apenas da força de produção).

Segundo Marx, em sua obra que Matoux chama de dogmática, foi no tempo do renascimento e da descoberta do Novo Mundo, quando a expansão súbita do comércio, o aumento do numerário e da riqueza transformaram a vida econômica dos povos ocidentais, que começou a evolução do capitalismo moderno. A revolução industrial é a maior prova disso. David Landes afirma que, “a revolução industrial, foi o evento de maior transformação no homem, desde a invenção da roda.”

Portanto, basta pensarmos onde iremos parar com a evolução. Daqui a alguns anos, aonde será feita nossa organização social? Perto de bases espaciais? Reflitam sobre isso, mas com o andamento da humanidade é difícil prever o que será daqui a alguns anos.

A queda do dólar

Maio 18, 2007

 

A cotação do dólar, nesta quinta-feira, fechou em R$ 1,953. Essa desvalorização do dólar é resultado das exportações brasileiras, que vieram aumentando ano a ano. Isto é um exemplo da “troca justa” em que o economista, do século XVIII, Adam Smith, falou. Nós produzimos e eles (os compradores internacionais) recebem esse produto em troca de dólares. Isso aumenta nossa riqueza, e, em conseqüência disto, o preço do dólar cai. É a lei da oferta da procura: nós produzimos, exportamos, recebemos em dólares, importamos, mais e mais, cada vez vêm mais e mais dólares, até que chega um ponto em que a moeda começa a despencar. Muito fácil de entender.

Muitos ficam eufóricos, outros receosos, mas enfim, quais os benefícios que o dólar traz a população brasileira, de um modo geral? A resposta parece ser fácil, mas analisada profundamente, vemos que o assunto é um pouco mais complexo.

Um benefício que poder nos trazer de imediato, é o aumento nas importações brasileiras. Isto é, a sociedade com o real valorizado em relação ao dólar, passa a ter mais poder de compra, portanto, aumenta a entrada de produtos vindos de fora para nosso país. Isto é vital para a nossa sociedade de consumo. No mundo capitalista, o consumo é um dos principais aspectos, senão o único ou de maior expressão. Este é um fator benéfico e fundamental para nossa sociedade, já que país nenhum é capaz de se auto-sustentar, de forma a atender todas as necessidades da sua população. Simplificando, aumenta nosso poder de troca frente ao mercado internacional. Até aqui, fatores benéficos para nossa sociedade.

Uma das coisas que podem ser nocivas, sem dúvida alguma, é a intervenção estatal – que segundo eles (os governantes) não possuem a menor vontade de interferir no câmbio, pelo menos a princípio. Mas essa intervenção, não pode ser somente atribuída à disponibilidade de dólares existentes para negócio no mercado, ou nas reservas do Banco Central, ela pode ser de outra maneira: criando barreiras para que se dificultem a entrada de bens de consumo em nosso país. Um exemplo disso é a taxa que o governo brasileiro impôs aos produtos de vestuários vindo dos países asiáticos. Acusando concorrência desleal para se tomar tal medida. Claro que essa medida foi tomada, devido à pressão que os industriais e empresários brasileiros fizeram no governo. Para mim isso não passa de mentira deslavada. Esse protecionismo imposto a esses produtos só prejudica a população de baixa renda, ou seja, os mais necessitados.

Os industriais brasileiros, ao invés de aproveitarem a queda do dólar para fazerem melhorias em suas indústrias, importando maquinário, matéria-prima, enfim, aproveitar esse momento para se modernizarem e em conseqüência disto produzirem produtos mais baratos, ficam se preocupando com o concorrente “desleal”. Essas medidas protecionistas prejudicam a maioria da população. É um pensamento típico de latino americano, onde o princípio é: se eu quebrar a perna do meu visinho, passo a andar melhor. Essa frase foi dita pelo economista Rodrigo Constantino.

Nossos empresários e industriais devem se preocupar em fazer protesto contra a corrupção. Devem também se preocupar com as reformas indispensáveis para  geração de riqueza em nosso país, não em ficar fazendo lobby em benefício próprio. Sou a favor de um estado liberal, estado esse, que beneficia os mais necessitados.