Efeito Tropa de elite

novembro 9, 2007

Estudantes universitários são presos acusados de tráfico de drogas no Rio de Janeiro. Legal! Isto é que e chamo de cultura de massa. Depois da escola de Frankfourt teorizar sobre a cultura de massa, vem o José Padilha e nos dá uma lição de como fazer denúncia. É bem isso. A receita é simples. Pega-se uma bom escândalo político, faça um bom roteiro, faça uma mistura de atores famosos com iniciantes, dê uma visão justiceira e coloque a culpa em todos. Pronto. Está feito a nova denúncia.

Depois de tropa de elite – filme de José Padilha – parece que a sociedade começou a entender que vagabundo há em todo lugar. Convivo todos os dias com estudantes de toda espécie: sérios, dedicados e também com estudantes profissionais. Profissionais são aqueles que querem montar carreira política em universidades públicas e botam banca de defensores dos direitos dos estudantes. Identificar um estudante se ele é ou não usuário de drogas, não é tarefa das mais árduas, mas não os condeno por isso. O que eu quero mostrar é o fato de ter saído um filme relatando a conivência dos universitários com o mundo do crime e algumas semanas depois de sua estréia nos cinemas do Brasil, se noticiam prisões de jovens universitários traficantes de drogas. Gostei da idéia! Que tal utilizarmos este mesmo paradigma para começar a prender políticos corruptos? A receita, já citei acima. Só falta mesmo é encontrar um político honesto para fazer um tipo de “Capitão Nascimento dos Parlamentares”. Xiii…acho que esta ai o problema que deve ter espantado muito roteirista.

Amantes da liberdade, uni-vos!!!

julho 4, 2007

Leitores, esse texto é muito importante. Muito importante mesmo. Uma certa censura é anunciada no Brasil, porém uma censura diferente da militar. A ditadura militar era direta e objetiva. Já a ditadura do PT é rasteira e traiçoeira. Leiam esse texto, pois é muito importante.  

O bolivarianismo de Lula: como o PT pretende fazer da Rede Globo a sua RCTV.

by Reinaldo Azevedo.

Considero o texto que vai a seguir um dos mais importantes já publicados neste blog. Nunca fiz isto, mas faço agora: reproduzam-no por aí, passem adiante, façam com que se multiplique. Ele identifica um método de ação do governo Lula, do chavismo à moda da casa. Denuncio aqui os instrumentos a que pretende recorrer o governo para implementar entre nós o bolivarianismo light. Porque o PT sabe que não pode fazer da Rede Globo a sua RCTV, resolveu estrangular a emissora financeiramente. No mundo ideal do petismo, devemos ficar todos subordinados à TV de Franklin Martins, que não precisa do mercado para existir, ou à TV Record — que, se ficar sem anunciantes, jamais ficará sem a Igreja Universal do Reino de Deus, dona do partido do vice-presidente e de Mangabeira Unger, aquele secretário que fala uma língua mais incompreensível do que a do Espírito Santo quando baixa em Edir Macedo — deve baixar, eu suponho. Também vou me penitenciar. Dizem que sou arrogante, que nunca assumo um erro. A segunda parte, ao menos, é mentirosa. Errei, sim. Errei na única vez em que apoiei, ainda que parcialmente, uma proposta do governo Lula. Fui enganado pelo ministro da Saúde, José Gomes Temporão. Uma recomendação: eis um nome do governo Lula que deve ser visto com muito mais cuidado.

Ufa! A introdução já ficou longa demais. Como sabem, o governo quer limitar o horário da propaganda de cerveja na televisão. E também enrosca com o seu conteúdo — Temporão, por exemplo, invoca com a tal “Zeca-Feira”. Mais: diz que a publicidade glamouriza o consumo do produto… No programa Roda Viva eu lhe disse que era favorável à limitação de horário para a propaganda, mas contrário a que o governo se metesse no conteúdo publicitário. Ora, isso seria nada menos do que censura. E o Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária é um órgão que funciona, sim, senhores! Só falta agora a gente ter um Romão Chicabom também na Saúde…

É claro que a limitação da publicidade acarretaria uma diminuição de receita para as emissoras de TV. “Fazer o quê?”, pensei. “Aconteceu isso quando se proibiu a propaganda de cigarros; que procurem novos nichos, novos produtos, novas fontes de receita”. Eu, o liberal tolo diante de um petista… Nova pretensão anunciada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) deixa evidente que a limitação da propaganda de cerveja tem mais a ver com a saúde do governo Lula do que com a saúde dos brasileiros. Eu passei a considerá-la parte de uma estratégia para asfixiar as emissoras que dependem do mercado para viver: que não têm estatais ou igrejas de onde tirar a bufunfa. Fui um idiota. Não apóio mais. Penitencio-me.

A Anvisa, órgão subordinado ao Ministério da Saúde, agora quer limitar ao horário das 21h às 6h a propaganda de alimentos considerados poucos saudáveis, “com taxas elevadas de açúcar, gorduras trans e saturada e sódio” e de “bebidas com baixo teor nutricional” (refrigerantes, refrescos, chás). Mesmo no horário permitido, a propaganda não poderia conter personagens infantis e desenhos. Segundo a Abia (Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação), isso representaria um corte de 40% na publicidade do setor, estimada em R$ 2 bilhões em 2005. Dos R$ 802 milhões que deixariam de ser investidos, aos menos R$ 240 milhões iriam para a TV — a maior fatia, suponho, para a Rede Globo.

Virei caixa dos Irmãos Marinho agora? Não! Virei guardião da minha liberdade. É evidente que se tenta usar a via da saúde para atingir o nirvana da doença totalitária. É evidente que estão sendo criadas dificuldades para as emissoras — e, a rigor, nos termos dados, para todas as empresas que vivem de anúncios — para vender facilidades. O ministro Temporão, que ainda não conseguiu fazer funcionar os hospitais (sei que a tarefa é difícil; daí que ele deva se ocupar do principal), candidata-se a ser o grande chefe da censura no Brasil. Na aparência, ele quer nos impor a ditadura da saúde; na essência, torna-se esbirro de um projeto para enfraquecer as empresas privadas de comunicação que se financiam no mercado — no caso, não o mercado do divino ou o mercado sem-mercado das estatais.

Imagine você, leitor, que aquele biscoito recheado (em SP, a gente chama “bolacha”) que sempre nos leva a dúvidas as mais intrigantes (Como as duas de uma vez? Separo para comer primeiro o recheio? Como o recheio junto com um dos lados?) seria elevado à categoria de um perigoso veneno para as nossas crianças — mais um querendo defender as crianças! —, que serão, então, protegidas por Temporão desse perigoso elemento patogênico. Mais: mesmo no horário permitido, a propaganda teria de ser uma coisa séria, né? De bom gosto. Sem apelo infantil. O Ministério da Saúde é uma piada: quando faz propaganda de camisinha, sempre recorre a situações que simulam sexo irresponsável. Mas não quer saber de desenho animado em propaganda de guaraná. A criatividade dos publicitários, coitados, teria de se voltar para comida de cachorro. Imagine o seu filho, ensandecido, querendo comer a sua porção diária de Frolic, estimulado pela imaginação de publicitários desalmados.

Assim como o governo pretendia impor a censura prévia na presunção de que os pais são irresponsáveis, agora quer limitar a propaganda de biscoito e refrigerante porque as nossas crianças estariam se tornando obesas e consumistas.

Estupidez
A proposta não resiste a 30 segundos de lógica. É evidente que biscoito não faz mal. Biscoito não é ecstasy. Em quantidades moderadas, de fato, não havendo incompatibilidade do organismo com os ingredientes, até onde sei, faz bem. Se o moleque ou a menina comerem um pacote por dia, acho que tenderão a engordar. Acredito que há um limite saudável até para o consumo de chuchu… Ora, carro também mata. Aliás, acidentes de automóveis são uma das principais causas de morte no Brasil. A culpa, quase sempre, é da imprudência do motorista ou das péssimas condições das estradas. Nos dois casos, é preciso usar/consumir adequadamente a mercadoria. A Petrobras é uma grande anunciante — e certamente estará no apoio à TV de Franklin Martins. Os produtos que ela vende poluem o ar e aquecem o planeta (sou de outra religião, mas dizem que sim…). A publicidade, então, deverá estar sujeita a severas limitações?

Uma pergunta: água entra ou não na categoria das “bebidas com baixo teor nutricional”? O ridículo desses caras é tamanho a ponto de propor limites à propaganda de água? Ela alimenta mais ou menos do que um copo de coca-cola ou de mate? E de lingüiça, pode? A gordura animal em excesso também faz mal à saúde. Quem garante que o sujeito não vai consumir o produto todos os dias, até que as suas artérias se entupam? Não ande de moto. Há o risco de cair. Numa bicicleta, você pode ser atropelado. E desodorizador de ambiente do moleque que quer fazer “cocô na ca-sa do Pe-dri-nho”? Pode ou não? Não fere a camada de ozônio?

Nazistas
Observem: se isso tudo fosse a sério, fosse mesmo com o propósito de cuidar da saúde dos brasileiros, já seria um troço detestável. Sabiam que os nazistas foram os primeiros, como direi?, ecologistas do mundo? É verdade: não a ecologia como uma preocupação vaga com a natureza, mas como uma política pública mesmo. Hitler gostava mais de paisagem do que de gente, como sabemos. Eles também tinham uma preocupação obsessiva com a saúde, com os corpos olímpicos. O tirano odiava que se fumasse perto dele, privilégio concedido a poucos. Mas o mal em curso não é esse, não.

A preocupação excessiva do governo nessa área, entendo, é também patológica, mas a patologia é outra. Por meio da censura prévia — de que foi obrigado a recuar — e da limitação à publicidade de vários produtos, pretende é atingir gravemente o caixa das empresas de comunicação, que fazem do que conseguem no mercado a fonte de sua independência editorial. Ora, é claro que, sem a publicidade da cerveja, dos alimentos e do que mais vier por aí, elas ficam, especialmente as TVs, mais dependentes da verba estatal e do governo.

O raciocínio é simples: vocês acham que a porcentagem da grana de estatais no faturamento global é maior numa Band ou numa Globo? Numa Carta Capital ou numa VEJA? No Hora do Povo ou no Estadão (a propósito, veja post abaixo)? Os petistas não se conformam que o capitalismo possa financiar a liberdade e a independência editoriais. Quer tornar essas grandes empresas estado-dependentes. Quanto mais se reduz o mercado anunciante — diminuindo, pois, a diversidade de fontes de financiamento —, mais se estreita a liberdade.

Golpe
Trata-se, evidentemente, de um golpe, mais um, contra a imprensa livre. E por que digo que o alvo é a Globo? Porque, afinal, ela concentra boa parte do mercado publicitário de TV — é assim porque é melhor e mais competente, não porque roube as suas “co-irmãs” — e porque, no fim das contas, o que importa mesmo a Lula é aparecer bem no Jornal Nacional. E ele deve considerar que isso é tão mais fácil de acontecer quanto mais ele disponha de instrumentos para tornar difícil a vida da principal emissora do país. Acho que vai quebrar a cara.

E Temporão, tenha sido ou não chamado à questão com esse propósito, tornou-se o braço operativo dessa pressão. Curioso esse ministro tão cheio de querer impor restrições do estado à vida e às opções das pessoas. É aquele mesmo que já deixou claro ser favorável à descriminação do aborto até a 14ª semana porque, parece, até esse limite, o feto não sente dor, já que as terminações nervosas ainda nem começaram a se formar. É um ministro, digamos, laxista em matéria de vida humana, mas muito severo com biscoitos. O que faço? Recomendo a ele que tenha com as crianças que estão no ventre o mesmo cuidado que pretende ter com as que querem comer Doritos?

Eis aí o caminho do nosso bolivarianismo. A terra está amassada pelo discurso hipócrita da saúde. Farei agora uma antítese um tanto dramática, cafona até, mas verdadeira: essa gente finge cuidar do nosso corpo porque quer a nossa alma.
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PS: Reitero: divulguem este texto, espalhem-no na Internet, montem grupos de discussão no Orkut, passem a mensagem adiante, mobilizem-se.

Governo Lula tenta reescrever a história do Brasil

julho 2, 2007

Caros leitores, não sei se suportarei tamanha besteira desse governo até 2010. Eu que achava que pior não ficava, agora tenho de me deparar com doutrinação de crianças. Esse texto que coloco abaixo foi extraído do blog do Reinaldo Azevedo( www.reinaldoazevedo.com.br )  o qual extraiu do Estadão de domingo. Leiam, é muito, mas muito importante mesmo.

Cuidado! Proteja seus filhos: existe um “governo Lula para crianças”

O Estadão publicou, no caderno Aliás de domingo, um texto impressionante do historiador Marco Antonio Villa, professor de história da Universidade Federal de São Carlos. Villa pertence a um reduzidíssimo grupo — eu disse “grupo”, não “bando” — que tem idéias próprias, que não segue a cauda do “companheiro” que está na frente, a exemplo dos bois e das vacas do senador Renan Calheiros. E porque não formam um “bando”, eles não adotam a cartilha petista. Mas também não adotam nenhuma outra. A função de um intelectual é pensar, não fazer proselitismo partidário. Discordo dele às vezes, mas lhe reconheço a independência.

Villa resolveu passear no site da Presidência da República. Há lá uma área destinada às crianças. É a mistificação somada à ignorância em seu estado de arte. Lula gosta de seguir os passos da ditadura do Estado Novo, de Getúlio Vargas. Mas o DIP — Departamento de Imprensa e Propaganda — era, vejam só, menos grosseiro. Leiam o texto do professor.
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O site da Presidência da República é muito curioso. Ao abri-lo, o leitor verá um trem em alta velocidade, inclusive com som, simbolizando o PAC, isso quando há mais de meio século as ferrovias foram consideradas símbolos do atraso e as rodovias a essência da modernidade. Deixando isso de lado, vale a pena clicar no retângulo azul, no alto da página: “Versão para crianças”. Nele o leitor encontrará uma lista dos presidentes da República, de personalidades históricas, fará um passeio virtual (pobre, é verdade) pela sede do governo e ainda lerá um vocabulário, chamado abc.

A lista dos presidentes é muito estranha. Primeiro, na versão para crianças, as fotos foram ‘rejuvenescidas’, ou seja, o retrato de cada presidente ficou em forma de caricatura e com vários anos a menos, não necessitando, como o atual presidente, de periódicas aplicações de botox. Segundo, não é possível entender por que lá estão presentes as Juntas Militares de 1930 e 1969, que somente ocuparam interinamente a Presidência. E mais: lá está Júlio Prestes, o candidato vencedor das eleições de 1930, mas que não assumiu o cargo, pois um mês antes (outubro) começou a Revolução que levou Getúlio Vargas ao poder.

Quando a criança, para usar o linguajar do pecuarista Renan Calheiros, clicar no “leia mais”, encontrará as fotos dos presidentes. A de Lula, estranhamente, é a única colorida. Todas as outras são em preto e branco e algumas delas mostram informalmente os presidentes.

As biografias de vários presidentes foram redigidas de forma crítica, especialmente os do regime militar. Mas a biografia de Lula, a mais longa, é só recheada de elogios. E ainda há um link para quem quiser também conhecer a palpitante história da primeira-dama. De acordo com a hagiografia, em 1975, Lula “deu uma nova direção ao movimento sindical brasileiro”. As célebres greves de 1968, em Osasco e Contagem, não devem ter ocorrido: “Em maio de 1978, aconteceu a primeira greve de operários metalúrgicos desde 1964, em São Bernardo do Campo, sob a liderança de Luiz Inácio da Silva, Lula” (esta passagem está na biografia reservada a Ernesto Geisel). Em 1979, ele “começou a pensar na criação de um partido”. Cita a prisão, mas omite a generosa aposentadoria que recebe há anos. Ele, sempre ele, “liderou uma mobilização nacional contra a corrupção que acabou no impeachment, processo que afastou Fernando Collor da presidência”. (Não se sabe se isto será mantido, pois hoje Fernando Collor faz parte da base governamental no Senado e foi recebido de forma efusiva, recentemente, no Palácio do Planalto.)

A biografia de Lula é tão importante que “invadiu” a de outros presidentes: Ernesto Geisel, João Figueiredo, José Sarney, Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso. Como se ele fosse um personagem onipresente na história do Brasil dos últimos 30 anos. Ficamos sabendo, na biografia de Lula, claro, que a sua posse “reuniu pela primeira vez na história do país, uma multidão de 150 mil pessoas”.

Depois dessa overdose de Lula, a criança passa para o segundo item: o ABC. É um vocabulário para ensinar o dia-a-dia do governo. Das 26 letras, seis não mereceram nenhuma entrada, algumas até justificáveis (w, k, y). Infelizmente o vocabulário está recheado de erros e aqui serão expostos somente alguns deles. A letra j apresenta uma curiosa definição da palavra justiça, até explicável frente à conjuntura que vivemos: “Antigamente, era função da lei definir o justo e o injusto. Assim, o permitido por lei seria justo. E o que a lei proibisse, injusto. Mas, depois da ascensão do fascismo (Itália, 1922), esse conceito deixou de ser aceito. Os fascistas mostraram ao mundo que era possível criar uma sociedade injusta baseada em leis”. Convenhamos que a explicação é esdrúxula, revelando um absoluto desconhecimento histórico (entre outros, até sobre fascismo: somente em 1926 é que é possível dizer que a Itália é fascista) e uma pobreza analítica de fazer inveja a um senador do Conselho de Ética.

Depois de “explicar” fascismo para uma criança, o vocabulário na letra n resolveu apresentar o significado de Nação. Definiu Nação como um grupo que vive em determinado território, limitado por fronteiras, e que respeita as mesmas instituições (leis, governo) e deu como exemplo (?) os ianomâmi. Em seguida, ficamos sabendo que “o Brasil se tornou uma nação em 1822” (confundindo a noção de Estado e Nação), “quando o país ganhou a sua primeira Constituição.” Aí já é demais: a primeira Constituição é de 1824. Em tempo: não sei se é um ato falho, mas o tema das constituições não é o forte do redator. Ele diz, na introdução da galeria dos presidentes, que a Constituição de 1891 adotou o voto secreto, o que também não é correto (o artigo 47 fala em sufrágio direto).

Mas é na letra p que há o maior número de barbaridades. Logo ficamos sabendo que “o presidente da república é o chefe do Executivo e escolhe quem vai chefiar o Judiciário.” (??!!) Evidentemente que está absolutamente errado: a escolha do presidente do STF é prerrogativa dos 11 ministros que compõem aquela Corte. Na frase posterior, a criança é informada que o “presidente da Câmara dos Deputados é o chefe do Legislativo”. Presume-se que o verbete queria informar sobre o presidente do Congresso Nacional, ou seja, o presidente do Senado Federal. O verbete termina dizendo que os “representantes do povo são eleitos por um período determinado, que pode variar de quatro a seis anos.” Mais uma informação incorreta, pois os senadores têm mandato de oito anos.

Ainda tem o link para as cerimônias. O site cita o hasteamento da bandeira e apresenta 10 fotos, das quais Lula está em seis; e também faz referência às cerimônias de posse, expondo nove fotos, todas de Lula. É como se na história da República somente ele tivesse sido o presidente que tomou posse. A criança, continuando neste passeio pela História do Brasil pelo método confuso, como já fez Mendes Fradique, pode acessar o link das personalidades históricas. Aí, recordando Sérgio Porto, é o samba do crioulo doido (e pior: teve a participação de historiadores). Na biografia de Duque de Caxias, a criança será informada de que ele participou do afastamento de D. Pedro II. O redator do verbete mais uma vez exagerou: Caxias morreu nove anos antes, em 1880, portanto não poderia ter participado, ao menos na forma corpórea, do 15 de novembro de 1889.

Como o governo Lula está preocupado com a educação política das crianças, o mais recomendável seria retirar do ar esse conjunto de desinformações. É um misto de aparelhamento do Estado, de culto da personalidade do presidente, de profundo desconhecimento básico da história do Brasil e de suas instituições: mantê-lo no ar é um desserviço. Em tempo: só para efeito de comparação, convido o leitor a visitar o site da Presidência da República francesa.

Sociedade Industrial

maio 30, 2007

Kleber Eduardo Men 

“A grande indústria na ordem econômica, a ciência ‘positiva’ na ordem intelectual, a democracia na ordem política, são as forças-mestras que dirigem o movimento das sociedades contemporâneas.” (Paul Mantoux)

Se observarmos a composição da sociedade, desde o período primitivo aos dias de hoje, notamos que o homem sempre se fixou em regiões, de acordo com suas necessidades.  Nas tribos nômades, eles peregrinavam em busca de melhores condições, quando se esgotavam os recursos naturais de uma determinada área, migravam para outro local. Mas isso não se restringe somente aos primitivos, não obstante notamos também reflexos dessa sociedade nômade, nos dias de hoje.

Na sociedade Greco-Romana, vemos as primeiras experiências de organização urbana. As cidades Romanas e Gregas, representam até hoje, modelos de organização política, artística e de certa forma, econômica no mundo ocidental. Esse modelo, começou a ruir após várias invasões bárbaras, que culminou com a queda do Império Romano do ocidente, que tinha sua capital na cidade de Roma. Este evento, ficou sendo denominado pelo quadripartismo histórico francês, o fim da idade antiga, em 476 d.c.

Depois desse período de invasões, houve um recuo das populações e o desenvolvimento urbano fora afetado pelos bárbaros. A procura de proteção, tanto no que tange a violência física, ou mesmo a procura de como sobreviver, muitas famílias procuravam abrigo em terras que pertenciam a poucos. Com isso, o poder de alguns foram aumentando, até se tornarem grande senhores de terras, dando características ao que ficou conhecido pela historiografia como Feudalismo. A composição geográfica dessa época, eram algumas residências espalhadas num imenso território, em sua grande maioria, inexplorados. Esse imenso território, era chamado de feudo. Nesta época, as residências eram fixadas próximas às catedrais, pois o poder da igreja católica romana nessa época, foi a característica principal, do que ficou denominado idade-média.

Com a fixação das residências próximas as catedrais, vemos o que podemos chamar de renascimento urbano. Com o aumento gradativo da população, e, em conseqüencia disso de residências, pequenos povoados foram se tornando verdadeiras cidades. Foi nessa época que as atividades comerciais começaram a tornar-se fator importante. Devido a isso: grandes navegações, descobertas de novos mundos, etc. Enfim, o feudalismo deu lugar ao capitalismo.

No bojo do capitalismo veio a revolução industrial, que teve seu nascimento na Inglaterra, na segunda metade do século XVIII. De acordo com Paul Matoux, uma das principais características da revolução industrial, foi a substituição da força muscular por forças naturais ou artificiais. Não que isso não tenha sido usado em outras épocas, mas a característica principal é a instituição de um regime de trabalho, produção e a organização do espaço. Com esse fenômeno, as cidades passaram a não mais se organizarem perto das igrejas, mas sim, próximo às indústrias. Há um crescimento muito significante das cidades. Como ele mesmo afirma: “a população total da Irlanda e da Grã-Bretanha, em 1801, era de 14 milhões e meio; em 1928, atinge 48 milhões.” A grande indústria, segundo Marx, foi a geradora da questão social contemporânea, a Luta de Classes: Burgueses (possuidores dos meios de produção) versus proletariados (possuidores apenas da força de produção).

Segundo Marx, em sua obra que Matoux chama de dogmática, foi no tempo do renascimento e da descoberta do Novo Mundo, quando a expansão súbita do comércio, o aumento do numerário e da riqueza transformaram a vida econômica dos povos ocidentais, que começou a evolução do capitalismo moderno. A revolução industrial é a maior prova disso. David Landes afirma que, “a revolução industrial, foi o evento de maior transformação no homem, desde a invenção da roda.”

Portanto, basta pensarmos onde iremos parar com a evolução. Daqui a alguns anos, aonde será feita nossa organização social? Perto de bases espaciais? Reflitam sobre isso, mas com o andamento da humanidade é difícil prever o que será daqui a alguns anos.

A opção: uma fábula sobre o livre comércio e protecionismo

maio 25, 2007

Kleber Eduardo Men. 

Com toda esta celeuma criada pela queda do dólar, me veio na cabeça um livro que li ainda no primeiro ano do curso de história. O nome do livro é este que está no título do post. Este livro é uma obra que explica, de maneira bem didática e divertida, sem banalizar o assunto, a questão de alguns problemas que muitas pessoas acreditam que possa acontecer. Escrito pelo economista Russel D. Roberts, a obra é uma fábula, mostrando um pouco do pensamento do economista inglês, David Ricardo, que viveu entre os séculos, XVIII e XIX. A obra mais famosa de David Ricardo foi: “Princípios de economia política e tributação”, publicada originalmente em 1817.

A história, como já disse, é uma fábula. O livro inicia-se com o julgamento do economista David Ricardo, na corte celestial. Segundo esta corte, Ricardo está sendo acusado de quê, tudo que escreveu e sistematizou durante sua vida, eram coisas mentirosas e que não dariam certo. Segundo os “magistrados celestiais”, sua teoria econômica de vantagem comparativa, exposta em seu livro, princípios de economia política e tributação, eram verdadeiras falácias, devendo ele ser punido por propagar tal idéia. No entanto, em uma outra audiência, Ricardo pede aos magistrados uma chance de provar que ele estava certo. Ele teve essa concessão, e com isso, pôde voltar a terra e provar que estava certo. David Ricardo volta a terra na condição de espírito, e como tal, tinha o poder de ir e voltar no tempo e no espaço, da maneira que bem entendesse.

Ao chegar a terra, Ricardo encontra um empresário do setor de televisores norte americano, que estava prestes a subornar um senador para que este votasse a favor das cotas e tarifas aos televisores importados do Japão. David Ricardo, com seus poderes mágicos, que o espírito lhe permitia, mostra a este empresário, como a nação norte americana iria perder com tal medida.

Com inúmeros exemplos que esse livro trás, fica patente como o sistema de quotas e tarifas é nocivo para a população, de modo geral. No Brasil, com a queda acentuada do dólar, muitos empresários clamam para que o governo interfira e coloque barreiras aos produtos importados. Um exemplo citado no livro é o da indústria de televisores norte americana. O argumento que muitos usam, é para proteger a indústria nacional e com isso, o emprego de milhares de pessoa. Essa preocupação é correta, mas a forma de proteção está totalmente equivocada. Podemos perder empregos, mas certos tipos de empregos. Como o livro mostra as indústrias de televisores norte americana, fecharam as portas, perdendo espaço para a indústria japonesa, mas em contrapartida, a indústria farmacêutica norte americana, desenvolveu-se na mesma medida em que o setor de televisores japoneses. Com isso, os EUA passaram a trocar com o Japão, remédios em troca de televisores. Uma troca justíssima. Como afirma Adam Smith, “toda troca é justa”. Este é o caminho indireto para a riqueza.

Outro argumento tratado no livro é o da auto-suficiência. Ele coloca que a auto-suficiência é o caminho pra a pobreza. Usando exemplos da própria vida doméstica, Russel Roberts, na pessoa de David Ricardo, expõe a teoria, e prova como as coisas deram certo em países que não se iludiram com esses argumentos. Um exemplo é o Japão e Alemanha, no pós-guerra. Um exemplo de auto-suficiência que gosto de citar é o feudo. Um feudo era auto suficiente, mas mesmo assim, não conseguiu evitar o advento do capitalismo. Seria o mesmo que, no nosso momento de dificuldade, nos fechássemos em casa, tentando produzir tudo que precisamos, ao invés de comprar produtos feitos e mais baratos. Pra fazermos tal cálculo, é necessário pensar no tempo que várias atividades demandam. Comer um bolo ou a comida da mamãe é gostoso e aparentemente, mais barato, mas se colocarmos no papel, tudo que se foi gasto, principalmente o tempo, seria muito mais caro, pois o tempo é valioso.

Eu poderia escrever vários parágrafos sobre essa obra, mas lê-la é realmente insubstituível. Analisando profundamente, foi um dos maiores livro que li até hoje, e sem dúvidas, espero que outros amigos que estão entrando no curso de história estejam lendo. E desta forma, criando seres pensantes fora dos padrões conhecidos dos estudantes das áreas de humanas, com os olhos voltados mais para a realidade e menos para as ideologias.

A queda do dólar

maio 18, 2007

 

A cotação do dólar, nesta quinta-feira, fechou em R$ 1,953. Essa desvalorização do dólar é resultado das exportações brasileiras, que vieram aumentando ano a ano. Isto é um exemplo da “troca justa” em que o economista, do século XVIII, Adam Smith, falou. Nós produzimos e eles (os compradores internacionais) recebem esse produto em troca de dólares. Isso aumenta nossa riqueza, e, em conseqüência disto, o preço do dólar cai. É a lei da oferta da procura: nós produzimos, exportamos, recebemos em dólares, importamos, mais e mais, cada vez vêm mais e mais dólares, até que chega um ponto em que a moeda começa a despencar. Muito fácil de entender.

Muitos ficam eufóricos, outros receosos, mas enfim, quais os benefícios que o dólar traz a população brasileira, de um modo geral? A resposta parece ser fácil, mas analisada profundamente, vemos que o assunto é um pouco mais complexo.

Um benefício que poder nos trazer de imediato, é o aumento nas importações brasileiras. Isto é, a sociedade com o real valorizado em relação ao dólar, passa a ter mais poder de compra, portanto, aumenta a entrada de produtos vindos de fora para nosso país. Isto é vital para a nossa sociedade de consumo. No mundo capitalista, o consumo é um dos principais aspectos, senão o único ou de maior expressão. Este é um fator benéfico e fundamental para nossa sociedade, já que país nenhum é capaz de se auto-sustentar, de forma a atender todas as necessidades da sua população. Simplificando, aumenta nosso poder de troca frente ao mercado internacional. Até aqui, fatores benéficos para nossa sociedade.

Uma das coisas que podem ser nocivas, sem dúvida alguma, é a intervenção estatal – que segundo eles (os governantes) não possuem a menor vontade de interferir no câmbio, pelo menos a princípio. Mas essa intervenção, não pode ser somente atribuída à disponibilidade de dólares existentes para negócio no mercado, ou nas reservas do Banco Central, ela pode ser de outra maneira: criando barreiras para que se dificultem a entrada de bens de consumo em nosso país. Um exemplo disso é a taxa que o governo brasileiro impôs aos produtos de vestuários vindo dos países asiáticos. Acusando concorrência desleal para se tomar tal medida. Claro que essa medida foi tomada, devido à pressão que os industriais e empresários brasileiros fizeram no governo. Para mim isso não passa de mentira deslavada. Esse protecionismo imposto a esses produtos só prejudica a população de baixa renda, ou seja, os mais necessitados.

Os industriais brasileiros, ao invés de aproveitarem a queda do dólar para fazerem melhorias em suas indústrias, importando maquinário, matéria-prima, enfim, aproveitar esse momento para se modernizarem e em conseqüência disto produzirem produtos mais baratos, ficam se preocupando com o concorrente “desleal”. Essas medidas protecionistas prejudicam a maioria da população. É um pensamento típico de latino americano, onde o princípio é: se eu quebrar a perna do meu visinho, passo a andar melhor. Essa frase foi dita pelo economista Rodrigo Constantino.

Nossos empresários e industriais devem se preocupar em fazer protesto contra a corrupção. Devem também se preocupar com as reformas indispensáveis para  geração de riqueza em nosso país, não em ficar fazendo lobby em benefício próprio. Sou a favor de um estado liberal, estado esse, que beneficia os mais necessitados.

Olha o comentário que me fizeram

maio 16, 2007

Enviado a mim, pelo ilustre presidente do PT da cidade de Rolândia, André Nogaroto: volto a seguir para tecer um comentário.

Henri Philippe Reichstul… Ex presidente da Petrobras… Genro de Fernando Henrique Cardoso… PSDB roxo… Liberal de carteirinha…

Responsável por inúmeras terceirizações na gestão da PETROBRAS enquanto o PSDB mandava no país…

Foi durante a gestão dele que a plataforma P-36 explodiu e afundou no mar… Ceifando a vida de nove tripulantes…

Era uma época em que a incompetencia administrativa reinava nas estatais… Era uma forma de dizer: _Empresa estatal é sinônimo de desperdício e má gestão! _Vamos privatizar tudo!!! (doar graciosamente as empresas públicas, estratégicas e rentáveis para o “mercado”).

Tentaram até mudar o nome da empresa para PETROBRAX (para facilitar a privatização).

Ainda bem que o Governo Lula do PT deu um jeito nessa safadeza toda…

A PETROBRAS neste governo é show!!!

* Auto-suficiência em prospecção e produção de petróleo;
* Desenvolvimento e gerenciamento impecável do Biodiesel (que antes do valor econômico, aumenta em muito a auto-estima do nosso povo);
* Investimentos em programas sociais – milhares de cisternas na região nordeste – o que demonstra preocupação com a responsabilidade social;
* Investimento no patrocínio de eventos culturais e esportivos (patrocínio de atletas).

* E obtenção de lucro – Sim a PETROBRAS está dando os maiores lucros de sua história, tanto para o país – O governo detem 51% das ações – quanto para os acionistas!!!

Afinal de contas o capitalismo pressupõe a existencia de lucros né!!! Que venham os lucros e toda essa responsabilidade social!!!

Viva a gestão do PT!!! Viva Lula!!!

www.andrenogaroto.com.br

VOLTEI…

André Nogaroto, sabes que eu tenho o maior respeito pela sua pessoa. Se eu sou um cidadão de nível político razoável, devo grande parte da minha formação a você, que foi meu professor e guru da política. Sempre serei seu amigo, mas aguentar essas coisas, isso eu não sou obrigado. Vamos aos pontos de discordâncias:

1º ítem: A euto-suficiência é o caminho da pobreza. Um feudo era auto-suficiente e nem por isso, impediu o advento do capitalismo. Uma tribo de índios, também é auto suficiente e mesmo assim, não gera riqueza. Isso é básico. Adam Smith escreveu isso a quase 300 anos e mesmo assim, muitos não acreditam nisso.

2º ítem: Esse negócio de desenvolvimeto do biodiesel aumentar a auto-estima do povo brasileiro é balela. O povo brasileiro precisa de emprego, saúde e educação, não de campanhas de auto-estima. Isto é como as campanhas dos militares para aumentar o nacionalismo nas pessoas. Só falta você querer que as crianças cantem a música “eu te amo meu Brasil” dentro das salas de aulas. Como Hayek escreveu, isso é mais um exemplo do “Caminho da Servidão”. Eu prefiro o caminho da liberdade.

3º ítem: Responsabilidade social? Quem faz responsabilidade social é empresa privada, que além de pagar uma alta taxa de imposto, que esse seu governo impõe, dá emprego as pessoas. Enquanto as empresas estatais, tornam-se cabides de empregos para manobras políticas. A Petrobras é o maior exemplo delas.

4º ítem: Investimento em atletas, artistas, etc. Meu caro amigo, fazer caridade com o dinheiro dos outros é muito fácil. Pegar um limoeiro carregado, sacudí-lo e dar os limões para os outros, isso eu também faço. Mas agora, na hora de plantar uma árvore frutífera, isso sim é muito difícil.

5º ítem: Se está dando lucro para o país, quero a minha parte. Quero uma fatia desse bolo também. Afinal, ela não pertence aos “brasileiros”? Gerar lucro para o país, não quer dizer que vai gerar dinheiro para a população. Vai aumentar sim, o caixa para os mensalões e compra de parlamentares.

Sou a favor da privatização da Petrobras, nada me tira da cabeça. O preço do combustível está um absurdo. Vamos quebrar o monopólio e abrir nosso mercado de petróleo para os exploradores internacionais.

E viva a gestão PETRALHA!!!

Sonho que tive hoje

maio 15, 2007

Hoje tive um sonho lindo.

Sonhei com um rosto magnífico, jamais visto.

Acordei, acendi a luz, sentei na cama e o sonho continuava em minha cabeça.

Voltei dormir e continuava o mesmo sonho.

Sonhei com um rosto maravilhoso, singelo, de olhos lindos.

Passei o dia tentando me lembrar de alguém assim, mas foi em vão.

Nem mesmo as mãos de Courbet, conseguiria pintar tamanha beleza.

Andei, andei, procurei em outdoors, revistas, internet e nada.

Será a mulher ideal? Será espasmos de minha imaginação?

Estou procurando ainda. AH! se eu soubesse pintar ou desenhar!

AH! se fôssemos como computadores, poderíamos nos conectar e imprimir a imagem desejada.

Mas infelizmente, vou dormir e torcer para que este sonho se repita.

Hi Bento XVI!

maio 10, 2007

Bento xvi

Bento XVI está em visita pelo Brasil. Como de praxe, pra quem já trabalhou em prol do nazismo, mostrou todo seu autoritarismo. Condenou, de certa forma, os políticos que votarem a favor do aborto. Além disso, condenou o casamento gay, dentre outras coisas como preservativo, divórcio, etc.

O papa vir ao Brasil e rezar, falar com sua corriola e com suas carolas de igreja, não vejo mal algum nisso, mas ficar incentivando os políticos a votarem contra em projetos, que de certa forma, beneficiaria o cidadão brasileiro, não. Os políticos serem obrigados a votar de acordo com o que pensa a atrazada igreja católica, isso já mexe no meu bolso. Os políticos tem de votar de acordo com o que é sensato para a população, não ficar dando ouvidos a uma pesoa que só vive no luxo. Luxo que seus fiéis, na maioria miseráveis, sustentam.

Padre existe pra rezar, de resto quem cuida são os políticos e a população através do voto. Mas é claro, políticos descentes. Os políticos foram eleitos para cuidar de nossa população, não pra darem ouvidos a um reles mortal que se acha o próprio Deus. Por favor, cuidem do meu dinheiro.

O proprietário do blog é a favor de tudo que Bento XVI e sua igreja católica é contra!

O Brasil já era

maio 9, 2007

Outra coisa legal que eu recebi por e-mail, foi o desabafo de Luiz Nassif. Concordo em número, gênero e grau. Isso nem é necessário cometário, o desabafo fala por si só.

Elite privilegiada – Luiz Nassif Muitos se dizem aviltados com a corrupção e a baixeza de nossos  políticos. Eu não, eles são apenas o espelho do povo brasileiro: um povo preguiçoso, malandro, e que idolatra os safados.  É o povo brasileiro que Me avilta! Não é difícil entender porque os eleitores brasileiros aceitam o LULA e a quadrilha do PT como seus líderes. A maioria das pessoas deste país Fariam as mesmas coisas que os larápios oficiais: mentiriam, roubariam, corromperiam e até matariam.Tudo pela sua conveniência. Com muitas exceções, os brasileiros se dividem me 2 grupos: 1) Os que roubam e se beneficiam do dinheiro público, e 2) Os que só estão esperando uma oportunidade de entrar para o grupo 1. 

Por que será que o brasileiro preza mais o Bolsa Família, que a Moralidade? Fácil: Com a esmola mensal do bolsa família não é preciso Trabalhar, basta receber o dinheiro e viver às custas de quem trabalha e Paga impostos. Por que será que o brasileiro é contra a privatização das Estatais? Fácil: Em empresa privada é preciso trabalhar, ser eficiente e produtivo senão perde o emprego. Nas estatais é eficiência zero, comprometimento zero e todos a receber o salário garantido, pago com o Imposto dos mesmos idiotas contribuintes. Para mim chega! Passei minha vida inteira trabalhando, lutando e tentando ajudar os Outros. Resultado: Hoje sou chamado de “Elite Privilegiada”. Hoje a Moda é ser traficante, lobista, assaltante e excluído social. Por isso,  tomei a decisão de deixar de ser inocente útil, e de me preocupar com este povo que não merece nada melhor do que tem. Daqui pra frente, mudarei minha postura de cidadão. Vou me defender e defender os direitos e interesses da nossa “Elite Privilegiada”. 1) Ao contrário dos últimos 20 anos, não farei mais doações para creches, asilos e hospitais. Que eles consigam os donativos com seu querido “Governo voltado para o Social”. 2) Não contribuirei mais com as famosas listinhas de fim de ano para Cesta de natal, de porteiros manobristas, faxineiros e outros (O ABILIO TINHA RAZÃO). Eles já recebem a minha parte pelo Bolsa-Família.  3) Não comprarei mais CDs e não assistirei a filmes e peças de teatro dos artistas que aderiram ao Lulismo (lembra, tem que por a mão na Merda)!. Eles que consigam sua renda com as classes c e d, já que a classe média que os sustentou até hoje não merece consideração. 4) Não terei mais empregados oriundos do norte-nordeste (curral Eleitoral petista). Por que eles não utilizam um dos “milhões de Empregos gerados por este governo”? 5) Depois de 25 anos pagando impostos, entrarei no seleto grupo de Sonegadores. Usarei todos os artifícios possíveis para fugir da tributação, especialmente dos impostos federais (IR). Assim, este Governo usará menos do meu dinheiro para financiar o MST, a Venezuela, a Bolívia e as “ONG´s fajutas dos amigos do Lula”. 6) Está abolida toda e qualquer “gorjeta” ou “caixinha” para carregadores, empacotadores, frentistas, e outros “excluídos sociais”. Como a vida deles melhorou MUITO com este governo de esquerda”, não precisam mais de esmolas. 7) Não comprarei mais produtos e serviços de empresários que aderiram ao Lulismo. É só consultar a lista da reunião de apoio ao Lula, realizada em Setembro/06. Como a economia está “uma beleza”, eles não estão Precisando de clientes da “Elite Privilegiada”. 8) As revistas, jornais e TV´s que defenderam os corruptos me troca de Contratos oficiais estão eliminadas da minha vida (Isto É, Carta Capital, etc). A imprensa adesista é um “câncer a ser combatido”. As tv´s que demitiram jornalistas que incomodaram o governo (lembra da Record com o Boris Casoy?) já deixaram de ser assistidas em casa. 9) Só trabalho com serviços públicos privatizados. Como a “Elite Privilegiada” defende a Privatização, usarei DHL ao invés dos Correios, não terei contas na CEF, Banco do Brasil e outros Órgãos Públicos Corruptos. 10) Estou avisando meus filhos: Namorados petistas serão convidados a não entrar me minha casa. E dinheiro da mesada que eu pago não financia Balada e nem restaurante com petista. Sem Negociação. 11) Não viajo mais para o Nordeste. Se tiver dinheiro, vou para o Exterior, senão tiver vou para o Guarujá. O Brasil que eu vivo é o da “Elite Privilegiada”, não vou dar PIB para inimigo. 12) Não vou esquecer toda a sujeira que foi feita para a reeleição do “Sapo Barbudo”, nem os nomes dos seus autores. Os boatos maldosos da privatização (Jacques Vagner, Tarso Genro, Ciro Gomes), a divisão do Brasil entre ricos e pobres (Lula, José Dirceu), a Justiça comprada no STF (Nelson Jobin), a vergonha da Polícia Federal acobertando o PT (Tomás Bastos), a virulenta adesão do PMDB (Sarney, Calheiros, Quércia), a superexposição na mídia do Lula (Globo). Sugiro que vocês comecem a defender sua ideologia e seu estilo de vida, senão, logo logo, teremos nosso patrimônio confiscado pela “Ditadura do Proletariado” . Estou de luto! O meu país morreu! EU DESISTI DO BRASIL!!! 

Luiz Nassif 


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